Não lembro de aceitar isso.

Não lembro de aceitar isso

Detalhes do contrato que são mais caros que o próprio preço.

Puxa daqui, estica dali, e o preço vai diminuindo. Parece que o menor preço é o melhor dos negócios. Pelo preço baixo, ignora-se o número de provas e revisões, o material que vai ser usado na produção ou o acabamento final da peça. Na hora da briga pelo preço, observamos com freqüência a qualidade passar a ser relativa e o trabalho de inteligência deixar de ser necessário.

Inúmeras vezes, vivemos a emoção de ouvir de clientes a afirmação mas ninguém lê contratos. Temos que concordar com eles, pois a grande maioria vai mesmo na linha de preço e na forma de pagamento. Cá entre nós, contratos são como manuais de uso de equipamentos eletrônicos ou de carros. Lê-los não é a tarefa mais nobre e, com certeza, é uma das menos agradáveis. É daquelas que a gente só faz quando dá problema.

Qual é a forma de entrega do arquivo? Que tipo de papel será usado? Quem será responsável pelo transporte do trabalho? Quem vai gerenciar o processo de distribuição e instalação? Por quanto tempo a agência deve guardar backups de arquivos? Durante a execução do projeto, os aborrecimentos podem chegar de qualquer parte. Onde foram parar todas aquelas facilidades lindas oferecidas na primeira conversa? Será que que isso tudo está lá no contrato?

Negociar e especificar projetos de forma detalhada é sempre o melhor começo. Não estamos falando de detalhes jurídicos, pois estes realmente são de amargar (apesar de necessários), mas de um processo que enriquece o briefing e evita tristezas de quase todas as espécies. A moral desta história é que o aborrecimento pela falta de detalhamento de propostas e contratos é inevitável. Já o aborrecimento por cláusulas que estão no contrato e não foram observadas, é infantil.

Vamos negociar e fazer bons negócios!